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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Registros da temporada

Valéria Valenzuela, codiretora do vídeo Fora de Campo com Cláudia Müller, presenteou uma amiga com uma entrega de Dança Contemporânea a Domicílio. Depois de receber a dança em suia casa, na Tijuca, Dilza escreveu a Valéria:
 
Oi, Valéria!

Estou muito gratificada por você haver me incluído no Projeto Dança Contemporânea a Domicílio. Foi uma entrega... de corpo e alma! Maravilhosa a apresentação da Cláudia Müller, que traz, além da linguagem corporal, uma fala bastante forte e real sobre a imagem que ainda se faz dos profissionais da Arte. Essa "falsa missão sacerdotal" também invade o campo dos trabalhadores da Educação.
 
Convidei um casal de amigos jovens que trabalham no IFRJ e que valorizam a Arte. Eles também ficaram encantados com a apresentação.
 
Desejo realmente muito sucesso para que a Dança Contemporânea chegue a vários domicílios, como escolas, espaços culturais, hospitais, lares de pessoas idosas e, principalmente, em comunidades onde espetáculos culturais não circulam mas onde existe um imenso potencial de criação, ignorado pelas políticas públicas da nossa cidade, do nosso estado e... do nosso Brasil!
 
Obrigada e parabéns pela sua participação no Projeto! Meu reconhecimento ao trabalho silencioso no domicílio, mas bastante eloquente no site, realizado por Carlinhos Santos.
 
Um carinhoso abraço, Dilza

 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Entre instâncias, reorganizando olhares


Entre divisórias, entre corpos, entre olhares, instigando pensamentos, modificcando ambientes, acionando reflexões, eis o corpo que dança em domicílio. Mais um registro de Inês Correa.

Um registro em curso


 
As entregas do Dança Contemporânea em Domicílio terminaram terça-feira. Mas existem outros desdobramentos. Além das entregas, o projeto Uma Coreografia de Relações, desenvolvido com recursos do FADA 2012, Fundo de Apoio à Dança, da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro prevê a publicação de um livro, no primeiro semestre de 2013.
Nele serão reunidos imagens e relatos das entregas e exbibição do vídeo Fora de Campo por 15 bairros do Rio, além de textos produzidos em torno desse trabalho de Cláudia Müller que percorre festivais e cidades do mundo há sete anos. No livro, serão reproduzidos escritos de Christiane Galdino, Christine Greiner, Ivana Menna Barreto, Isabel de Naverán e Carlinhos Santos.
O material fotográfico terá registros da temporada carioca, assinados por Inês Correa. Além de imagens da fotógrafa paulista expert em fotografia de dança, o livro trará imagens feitas por Löis Lancaster, Nelson Falcão, Theo Dubeaux, Maurício Concatto, Frank, Laura Corrales, Selma Santiago, Maria José Maryaneque e Cristina Espírito Santo.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Abraços por relações que reverberem

 
Os abraços selam o prazer dos encontros, produzem sorrisos, embalam emoções. Quando se dança, quando se escreve, quando se recebe, quando se dá, quando se produz uma imagem: sempre Uma Coreografia de Relações.
 

Bater em portas, acionar compreensões



Lá vai o corpo contemporâneo abrir portas, lá vai a dança, acionar compreensões, sensações, entendimentos. Cada qual circunstanciado por repertórios próprios, de forma a elaborar novas instâncias de entendimentos, novos olhares para a arte.

Assim, bate-se à porta da professora de inglês Sueli de Lacerda Santos, que assiste e elogia a criatividade da ideia. Mas ela vai além em sua opinião, tocando numa questão bem específica:

“O foco, o olho dela vai para coisas que muitos não estão nem aí.”

Numa sala do HemoRio, assistente de desenvolvimento organizacional e bailarina Marisa Mendes reúne uma turma de alunos num treinamento que, dentre outras coisas, fala sobre consciência corporal. Então, uma dança adentra à sala, surpreende o cotidiano dos alunos.

 A analista de sistemas Luna Ribeiro falou:

“É muito simples, dá um recado surreal com muito pouco. Gosto disso, do que faz as pessoas pensarem.”

O estudante de jornalismo Philippe Matta analisou:

“É simples, rápido, mas dá outro ar ao ambiente.”

Noutra sala de executivos que recebeu Dança Contemporânea em Domicílio entre mesas e divisórias, os olhares novamente foram tomados.

O funcionário Marco Aurélio couto disse:

“É um trabalho bem apanhado, reflexivo, trazendo motivação do que o corpo pode fazer as informações que pode trazer para outros projetos de qualidade.”

Mais uma parada, novo ambiente de escrivaninhas, computadores e tal.  Nova impressão. Desta vez de Patrick Mendes.
 
“É uma expressão em que, tanto o corpo quanto a palavra, criam um movimento que faz com que a gente não sinta falta da música, que é recorrente junto com a dança. É a expressão do corpo o que mais importa.”

 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Pegadas de passos: vetores da dança

 

Pegadas e passos, olhares de estranhamentos, ângulos e enquadramentos dançam na coreografia do inusual, do que surpreende, do que indaga e do que instiga. Uma caminho, muitas possibilidades de percurso e lugares no foco de Inês Correa.

Tudo é palco para Dança Contemporânea em Domicílio


Você é um artista. Você tem uma entrega de dança para fazer. Você encontra a pessoa que vai receber sonada, com cara de “o que é isso”. Então você acorda seu público, explica a proposta, você detalha os procedimentos, e o recebedor topa. Então ele diz pra você dançar ali, no corredor estreito de um prédio da Praia de Botafogo, às 10h da manhã de sábado. Desperto, o venezuelano Leonardo Rodriguez, 34, vendedor, que está há duas semanas no Rio, festeja o presente enviado por uma amiga.

“Fui surpreendido, gostei de como se explicita o que o artista faz, por que faz. Foi uma ótima maneira de começar o dia”, desse Rodriguez.

Na casa da terapeuta corporal Katia Amaral, entrega no início da tarde, muitas indagações sobre o projeto, muitas questões partilhadas.

“É para fazer pensar sobre tudo, engloba todos os conceitos, inclusive a necessidade da arte como alimento, como feijão e arroz. A necessidade de criar também é nutridora. Isso certamente é novo e, em alguns lugares, alguns se sentem incomodados.”               

No Arpoador, na praia, no calor de mais de 35 graus, na metade da tarde. Na maratona do projeto Dança Contemporânea em Domicílio, Cláudia Müller entrega mais uma dança. Desta vez o público era a coreógrafa Ivana Barreto e a estudante de cinema Julia Menna Barreto.

“O que me atrai no trabalho é sua condição de deslocamento, a mobilidade que ele tem, sua capacidade de acontecer em pouco tempo, mas que faz uma diferença muito grande no meu dia. Aqui, a questão do tempo é importante. O trabalho acontece em pouco tempo, mas não passa rápido”, disse Ivana.

Julia tinha informações sobre o projeto, mas nunca assistira ao trabalho.

“Tem uma coisa que gosto muito que é a não necessidade de um espaço físico convencional, dele se apresentado em qualquer lugar. É bacana que ele prenda aos espaços fechados, que ele quebre regras e convenções.”